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terça-feira, 1 de março de 2011

Instituto Claro - Educar para Empreender e Empreender para Educar

Twitter para ensinar literatura

11 FEVEREIRO 2011
Um dos maiores desafios que os educadores encontram para levar as TICs para a sala de aula está em aliar conteúdos curriculares ao uso pedagógico das ferramentas digitais. Uma experiência realizada no colégio Hugo Sarmento, em São Paulo, é um bom exemplo.

Trata-se de uma oficina que deve ser repetida neste ano, quando o Concretismo voltar a ser trabalhado em sala de aula. Ao ensinar técnicas narrativas e poesia deste movimento artístico para alunos da sétima série, o professor Tiago Salles usa o Twitter (@hs_micro_contos) para apresentar as possibilidades de construção dos textos curtos.











Na experiência mais recente, Salles organizou, com a diretoria do colégio particular, uma oficina de microcontos para o Twitter, ou seja, histórias com começo, meio e fim narradas com os 140 caracteres. Ele conta que a recepção dos alunos foi excelente: “No começo, eles se sentiram desestimulados, achavam que não seriam capazes de realizar as atividades propostas”.

No entanto, com o decorrer da oficina, foram se adaptando, e a percepção da turma sobre a rede de microblogs mudou. “Muitos achavam o Twitter algo inútil e passaram a olhar a ferramenta de outra maneira, eles ficaram instigados”, diz. Salles conta também que a ideia veio de diversas inspirações, como a obra Dois Palitos do autor Samir Mesquita e de oficinas literárias das quais participou.



Confira algumas dicas para usar o Twitter em sala de aula

Salles afirma que algumas dificuldades do projeto podem ser facilmente dribladas. A partir das experiências contadas pelo educador, preparamos um guia rápido para auxiliar o professor. Confira:

1- Antes de se arriscar a escrever no Twitter, o professor pode criar um quadro com 140 quadrados e praticar de forma lúdica com os alunos as possibilidades proporcionadas pelo espaço. Como o tema da aula era poesia concreta, Salles explica que esse quadro lúdico -que pode ser montado com cartolina, papel ou mesmo em um quadro- permite ao aluno explorar diversas possibilidades narrativas e poéticas, a partir de referências do professor.

2- Grande companheiro dos adolescentes, o SMS também pode ser utilizado nesse contexto. O professor estimula exercícios narrativos através dessa ferramenta, convidando os alunos a escreverem mensagens com começo, meio e fim com poucos caracteres para os amigos, discutindo as técnicas utilizadas em sala de aula.

3- Salles destaca que boa parte do sucesso da iniciativa se deve ao fato de os alunos do colégio já estarem habituados a ferramentas online, como blogs e podcasts, que podem ser utilizadas de diversas maneiras. O professor pode contextualizar, no decorrer da oficina, algumas dessas possibilidades (A cartilha Tecnologias na escola, coproduzida pelo Instituto Claro, traz dicas de utilização de diversas ferramentas).

4- Mesmo trabalhando o conteúdo das disciplinas de forma atrelada à exploração de ferramenta, deve-se estimular os alunos a produzirem seus conteúdos, e a avaliação dos trabalhos é parte importante para que todos percebam os resultados do uso dos recursos digitais no processo de aprendizagem.







segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Objetos de Aprendizagem

A Educopédia é uma plataforma online colaborativa de aulas digitais, onde alunos e professores podem acessar atividades auto-explicativas de forma lúdica e prática, de qualquer lugar e a qualquer hora.

           O blog de objetos de aprendizagem foi criado para que todos os professores encontrem um espaço de pesquisa de atividades as quais podem incluir textos, vídeos, animações, imagens, podcasts, músicas, vídeos, quizzes, jogos. Pensamos em dicas e tutoriais de softwares de autoria, além de ofececer  recursos multimídia para suas aulas. Enfim, um lugar para compartilhar saberes no uso de tecnologias em Educação.

           "Não se pode ensinar tudo a alguém, pode-se apenas ajudá-lo a encontrar por si mesmo."
(Galileu Galilei)


  Acessem, usem, comentem e colaborem!
                                                    
                                                Coordenadora:
                                                Fátima Campilho
                                                 
                                                Produtores:
                                                Celso Mesquita
                                                Elisabete Baeta
                                                Lucimar Levenhagen
                                                Robson Freire


Objetos de Aprendizagem: Sobre: " A Educopédia é uma plataforma online colaborativa de aulas di..."

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Palestra Mídias e Novas Tecnologias: construções identitárias e relações com aprendizagem escolar

Ontem, 10 de janeiro, participei de uma palestra promovida pelo NUTES .
Fiz algumas anotações que partilho aqui e que me instigaram ainda mais em relação ao uso das tecnologias na educação.
O palestrante Prof. Dr. Kevin Leander dividiu sua apresentação em 3 partes:
- Práticas Sociais e Novas Tencologias (artes, identidade e redes sociais)
-Recusa nas escolas do uso das tecnologias
- Possibilidades.
No primeiro tópico apresentou os usos que os jovens fazem da tecnologia e que os educadores não tem levado em conta. Um dos exemplos que citou foi a de um jovem que utilizava um jogo (Jornada nas Estrelas) para outros fins diferentes do que era proposto: criava animais virtuais, usava as armas para enfeitar suas salas e quartos virtuais e revesava essas funções com seus amigos. Outro exemplo mostrava o desktop de uma menina que construiu sua identidade, demonstrando seus gostos e idéias numa montagem de fotos.
Kevin ressaltou a dificuldade em pesquisar sobre essas construções identitárias, sobre a relação etre as atividades vivenciadas, os objetos e as identidades construídas pelos participantes. Isso porque não se pode levar em conta somente o humano, mas também os objetos que de alguma forma interagem com o humano e até entre si.
Uma das pessoas que assistia a palestra citou um autor chamado Latour  dizendo que para ele entre objetos, idéias ou pessoas, não existe qualquer espécie de diferença ontológica.  Todos são “atores” (ou actantes), dotados de força própria e de capacidade de produzir efeitos no mundo.  Por isso, nenhuma teoria ou idéia que busque reduzir a heterogeneidade do real a algum princípio unificador é efetivamente satisfatória.
O palestrante apresentou um quadro que reproduzo abaixo:


Web 0.0
Web 1.0
Web 2.0
Fotocópias
Site Pessoal
Blog
Projetos
Recursos Multimídia
You tube Flickr
Bulletin Board
Ferramentas de Publicação
Participação/Colaboração
Enciclopédia
Brtiânia on line
Wikipédia

 O professor Kevin a partir daqui apresenta sua pesquisa sobre a recusa do uso das tecnologias na escola.
O trabalho foi realizado nos EUA. Já que os professores reclamavam que nada era feito por conta da falta de recursos, foi-se em busca de uma escola com todos os recursos possíveis.
A escola escolhida para a observação tinha internet wireless, um laptop para cada aluno, quadros digitais etc.
Porém, os professores ensinavam de maneira tradicional e acabavam não utilizando as tecnologias ou não fazendo proveito de todo potencial que poderia ser proporcionado.
Um dos exemplos é de que os laptops não podiam ser usados em sala. Os professores alegavam que isso tiraria a atenção dos alunos, que poderiam utilizar o chat para conversas com outras pessoas que não estavam ali.
Os docentes não valorizavam as leituras e pesquisas feitas pela internet. Diziam que só o que tinha validade eram pesquisas feitas na biblioteca, com livros impressos.
Kevin ressaltou que pode ver que apesar da escola apresentar recursos compatíveis com a Web 2.0, as práticas ainda estavam presas a Web 1.0.
Ao final apresentou sugestões de construção de narrativas, uso de ferramentas de publicação, mas nada muito palpável por conta do tempo.

Comentários pessoais

Ao ouvir o relato do professor percebi que a realidade não é muito diferente daqui.
Por mais que os recursos sejam poucos, o discurso é o mesmo.
Percebo em minha prática que mesmo os que ousam usar as tecnologias, usam de forma tradicional.
É como se o professor fosse pedir uma cópia de um texto não mais no caderno, mas no editor de texto.
E mais: não são feitas propostas ou demonstrados exemplos de práticas que traduzam essas mudanças.
O relato, deixou bem claro para mim, que não basta recurso, não basta somente saber usar o recurso é preciso ter um planejamento diferenciado, com outro olhar.
Isso me faz lembrar um encontro que participei a anos atrás sobre o UCA. As primeiras escolas que receberam o projeto se encontraram para relatar sobre a experiência. E um dos relatos me chamou a atenção.


Projeto UCA Meu Computador minha aprendizagem




Uma das professoras falava sobre a preocupação inicial com o Orkut. Os alunos, com conexão e com o laptop em mãos dentro da sala de aula, não prestariam atenção em nada e ficariam no orkut todo o tempo.
A resposta que ela deu para isso: planejamento. Um planejamento bem feito  não dá brechas para o desinteresse dos alunos.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

100 melhores recursos em Web 2.0

Em 2009 foi realizada uma pesquisa com 278 profissionais da educação, onde cada um deles escolheu os 10 melhores recursos a serem utilizados no processo ensino-aprendizagem. Seguem os slides dos 100 mais votados.


quarta-feira, 19 de maio de 2010

Webconferência

Hoje participei de uma Webconferência sobre redes colaborativas...
O que achei mais interessante no ambiente foi recurso maps onde podemos, cada ator particpante, criar, iniciar uma discussão com uma frase, uma questão, e os outros podem colaborar criando, co-criando e interligando as idéias como mapa conceitual.

A webconferência está gravada para quem quiser conferir.
Vale a pena.

http://fm.ea-tel.eu/fm/9da8f9-21529

Alguns links foram disponibilizados:



www.radioecca.org -  Rádio on line, podcasts, estudos sobre rádio web.


http://reagindo.ning.com- Rede que faz parte de um projeto de pesquisa que pode ser conhecido e acompanhado pelo blog Re@gindo.

sábado, 27 de junho de 2009

WEB 2.0: autoria e colaboração on line

WEB 2.0: autoria e colaboração on line




Objetivos
Apresentar os recursos disponibilizados em Web 2.0 e suas aplicações à educação.
Justificativa
Valente (1999) afirma que “a introdução de novas idéias depende fundamentalmente, das ações do professor e dos seus alunos. Porém essas ações, para serem efetivas, devem ser acompanhadas de uma maior autonomia para tomar decisões, alterar o currículo, desenvolver propostas de trabalho em equipe e usar novas tecnologias da informação”.
Segundo Alencar (2005) até Paulo Freire, reconhecendo as exigências do seu tempo e as potencialidades dos recursos tecnológicos, sempre foi favorável ao uso de certas tecnologias com rigor metodológico para o seu uso.
A elaboração desta oficina justifica-se pelo fato de que acreditamos no uso das Tecnologias de Informação e Educação (TIC´s) como instrumentos para elaboração e execução dos projetos e planejamentos que irão contribuir, ou pelo menos apontar novos caminhos para a ampliação da aprendizagem de docentes e discentes. Vemos nos recursos que nesta oficina serão apresentados, potenciais meios de elaboração de idéias, autoria e colaboração on line.
Metodologia
1) Assistiremos o vídeo “ A máquina somos nós”. Logo depois faremos uma breve discussão sobre o que vimos e o que estudamos em nossa disciplina em relação ao tema do filme.
2) Serão apresentadas uma série de exemplos de aplicativos em Web 2.0 e suas potencialidades.

Recurso
Site
Exemplos
Webquest(1)
Enciclopédia
Wikipedia
Wikipedia Cederj
Linha do tempo (colaborativa ou não)
Mapas Conceituais(2)
HD Virtual
Editores de Texto on line

Favoritos on line
Slides on line
Blog
Repositórios
Novidades para escola
(Vamos testar esses recursos?)






3) Apresentado o último recurso (Blog) cada aluno deverá elaborar o seu blog, orientado pelo professor ou tutor. Serão dadas dicas de outros recursos em Web 2.0 que podem melhorar a aparência do Blog e torná-lo mais atrativo aos leitores, além, claro, do conteúdo propriamente dito.
4) O primeiro post será uma breve apresentação de cada aluno e suas perspectivas para o semestre. No segundo, o texto correspondente a AD.
5) Será elaborado um Blog sobre o encontro e todos os alunos serão colaboradores do mesmo. Deverão postar o endereço de seus blogs no espaço reservado aos “Blogs Favoritos”.
Sugestões de Links:
Webgrafia
ALENCAR, A.F. O pensamento de Paulo Freire sobre a tecnologia: traçando novas perspectivas – Disponível em http://www.paulofreire.org.br/pdf/comunicacoes_orais/. Acessado 04 maio 2009.

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